sábado, 27 de novembro de 2010

Pare de olhar para o próprio umbigo

"Você ainda acha que tem os maiores problemas do mundo? Talvez você esteja esperneando e gritando dizendo quão miserável você é. Jamais alguém ficou tão perdido ou errou tanto quanto você.  Você está se debatendo com suas emoções, absolutamente certo de que é diferente de todos os outros seres humanos.

Existe um nome para esta enfermidade tão comum: chama-se grandiosidade. A grandiosidade, que aflige cada um de nós de tempos em tempos, é a noção de que o mundo se centraliza em você e nos seus problemas, como se eles fossem os mais importantes, terríveis e dolorosos que já ocorreram a alguém em todos os tempos.

Felizmente, a cura existe. Telefone ou visite alguém que faça a sua montanha de problemas parecer um montinho de areia."


Livro: A arte da Flexibilidade
Autor: Carol Orsborn 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Conte sua história para alguém

"Quando estamos com problemas, encontramos gente de sobra que tem boas idéias para nos oferecer. Eles parecem saber o que nos vai pela mente antes que nós mesmos tenhamos consciência disso; já passaram por tudo isso mais de uma vez e se tornaram peritos no assunto. Ainda que você aprecie esses amigos quando as circunstâncias da sua vida são normais, faça de tudo para evitar esse tipo de conversa com eles quando sua dor estiver nova. Haverá um momento em que você vai tirar proveito dos conselhos que os outros lhe oferecem; mas, no início, procure alguém que simplesmente o deixe contar a sua história. O que  você realmente precisa é de alguém que o encoraje a manifestar seus sentimentos e ofereça a você todo o tempo necessário para expressar o que há de mais difícil. Tudo o que você precisa é de uma pessoa cuja presença silenciosa o faça lembrar que as respostas que você procura estão dentro de você. Guarde como um tesouro esse tipo de amigo, um amigo que lhe dá ouvidos."

Livro: A arte da Flexibilidade
Autor: Carol Orsborn

Trate a si como ao seu melhor amigo

"Se esta decepção (ou qualquer dor que esteja sentindo) ocorresse com um ente querido, será que você estaria dizendo para ele ou para ela o tipo de coisas que diz para si mesmo? Você seria áspero, ou seria caloroso e reconfortante? Seria impaciente com o sofrimento dele ou seria compreensivo, compassível?

Este é o momento de ser generoso consigo mesmo. Não é preciso ir até o fundo das coisas para perceber isso. E você não precisa esperar até amanhã para levantar pelo lado direito da cama. Trate a si mesmo como se você fosse o seu melhor amigo, e a flexibilidade virá em seguida. Compre para si algo bem ingênuo de um artista de rua. Mande a si mesmo algumas linhas cheias de amor. Esconda-as em gavetas para encontrá-las dias depois, lembrando-se de como você é querido. Reserve um dia inteiro para si próprio, vá ao seu restaurante favorito e escolha o filme que você mais quer ver. Alimente profusamente a mais diminuta suspeita de recuperação. Você merece ter a si mesmo como um bom amigo."

Livro: A arte da Flexibilidade
Autor: Carol Orsborn

Dê férias à sua emoção

"Há alguns anos, quando meu marido, Dan, e eu comandávamos juntos uma agência de relações públicas em San Francisco, uma das funcionárias em quem mais confiávamos nos deu a notícia de que ela estava saindo para montar uma firma rival, levando consigo alguns de nossos funcionários e contas mais importantes. Fomos abatidos pela dor e pelo medo, não só de que não nos recuperássemos da perda, mas também de náo ter em quem confiar. Nossa primeira reação foi anúncios nos jornais, consultar um advogado e enviar novas propostas de negócios para todas as empresas da cidade. No entanto, por mais rápido que corrêssemos de um lado para o outro, tapando os buracos, as águas emocionais do ressentimento, da tristeza e do medo iam vazando o caso. Então o que fizemos? Dan e eu fomos para o Havaí por cinco dias.

Durante os três ou quatro primeiros dias nos aquecemos ao sol, tomamos piña colada e evitamos qualquer discussão sobre o assunto. Ainda não estávamos prontos para encarar a dor. Quando falávamos sobre algo ligado à nossa sobrevivência, era para sonhar acordado sobre um futuro melhor. Por alguma razão, à medida que resolutamente evitávamos o naufrágio deixado para trás, a esperança ia sendo restaurada, de maneira secreta e serena, desconhecida para nós. Ao final de cinco dias, estávamos fortes o suficiente para encarar nossa situação e começar a reagir aos desafios que o destino nos havia apresentado.

Renunciamos ao controle da situação a fim de permitir que nosso espírito começasse a se curar, com jeito e ritmo próprios. Precisamos de mais coragem para nos lançarmos em férias emocionais do que se tivéssemos escolhido ficar, tirando a água com nossos baldes quebrados."

Livro: A arte da Flexibilidade
Autor: Carol Orsborn

A Arte da Flexibilidade

Estou lendo um livro que esta me tocando, transformando algo lentamente dentro de mim. Irei partilhar com vocês alguns trechos que gostei, mas quem estiver passando por algum problema, dor, decpção ... irá se identificar mais.

Livro: A arte da Flexibilidade
Autor: Carol Orsborn

"Ouça seus amigos verdadeiramente
Há muito tempo, numa pequena vila chinesa, uma jovem mulher sofreu uma grande perda. Seu filho morrera, deixando-a em desespero. Ela foi ter com Buda, explicando sua tragédia. O Buda podia fazer milagres; desse modo, ela lhe pediu que trouxesse seu filho de volta à vida.
Buda concordou, desde que ela lhe levasse um simples grão de mostarda de qualquer casa na vila onde ninguém tivesse sentido a dor de uma tal perda.
A jovem mulher partiu imediatamente. Mas, a cada porta, encontrava alguém cujos sofrimentos eram tão grandes quanto os dela. Ela não conseguiu levar nem mesmo um único grão de mostarda. Ao deixar o último portal, ela obteve a iluminação. Voltou à presença de Buda para expressar sua gratidão sem fim. Finalmente ela estava pronta para deixar que o espírito do filho descansasse."

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Criar filhos para o mundo

"Teus filhos não são teus filhos.
São filhos e filhas da vida adorando-se a si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
Podem dar-lhes amor, mas não os pensamentos,
Porque eles têm os seus próprios pensamentos.
Podem trazer os seus corpos, mas não as suas almas.
Porque as suas almas moram na casa do amanhã,
Que vocês não podem visitar, nem sequer em sonhos.
Podem tentar ser como eles,
Mas não queiram que eles sejam como vós.
Vós sois os arcos dos quais partem os vossos filhos, quais flechas vivas.
Que a flexibilidade nas mãos do archeiro seja de prazer."

Autor: Kahlil Gibran

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Voltei a ser criança

É incrível o fato inegável de que ter um filho é reviver sua própria infância. Alguns pais escolhem só revivê-la, como se fosse um filme. Outros, assim como eu, querem mais. Quero ser criança novamente, brincar, soltar a imaginação, desenhar, ler e contar estórias, fantasiar, ver desenhos, redescobrir antigos brinquedos e músicas, me encantar com as modernidades infantis, comer muitos doces e sorvertes, cansar de tanto brincar de "cadê? achou!", distribuir milhões de sorrisos sinceros durante um só dia, uma só hora, um só minuto. Meu Deus, é tanta coisa boa que estou realmente revivendo e algumas vivendo pela primeira vez com a tão deliciosa infância que não tenho palavras certas para descrever e agradecer.

Esses tantos fatos que acontecem hoje com minha filha fazem passar um filme do meu passado na minha mente, filmes esses que me levam as lágrimas e as gargalhadas. Resolvi escrever um caderno de recordações minhas, para que em um futuro bem próximo minha filha possa conhecer essas lembranças, rir delas, me conhecer melhor, aprender com elas e quem sabe gostar cada vez mais da mamãe dela.

Dizem que o maior presente que Deus nos deu foi a vida, no meu caso o maior presente que já recebi foi a maternidade.

AUTOR: Esse texto veio de uma leitura muito importante, da leitura direta do meu coração.